23/05/2015

Resenha - Mad Max: Estrada da Fúria

Se você é menino e tem de 13 a 18 anos, provavelmente já assistiu algum filme da Hot Wheels, aquelas animações que passavam no SBT, cheias de corridas, competitividade e carros. Infelizmente, o público feminino não participava, ou não recebia destaque algum.
Mad Max: Estrada da Fúria também possui velocidade, competitividade e veículos insanos, mas nele, diferentemente de Hot wheels, as mulheres recebem um destaque necessário, interessante e que adiciona muito ao enredo.

O mundo entrou em guerra, o petróleo esgotou-se, por todo lado, as pessoas batalham por algo que consiga mover seus veículos e por água. As guerras entre os mais diversos países destroem toda a Terra que conhecemos e o que sobra é um deserto sem vida. Max sobrevive nesse mundo, durante muitos anos ele foi assombrado por fantasmas do passado, até que sem querer, é aprisionado, se vê metido em um embate violento que envolve um ditador imortal, uma imperatriz furiosa, um grupo de parideiras e um doente terminal com tendências suicidas.

O enredo de Mad Max: Estrada da Fúria é convincente, mas um pouco fraco. a Imperatriz Furiosa decide libertar o grupo de parideiras de Immortal Joe, o homem que domina tudo. A distribuição de água, religião e a vida de vários jovens. Nux, um desses jovens, decide partir em busca do grupo de fugitivas e leva sua "bolsa de sangue", também conhecida como Max, ambos que involuntariamente, vão ter uma importância imensa na solução desse conflito.

Mad Max é uma distopia com várias críticas sociais, Immortal Joe remete ao símbolo da igreja católica, uma das principais inimigas do movimento feminista que é fortemente representado no filme. Além disso, o uso de armas nucleares é o da destruição em massa e das mutações que afetam a população remanescente.
Madame Furiosa e seu dom de diálogo
Um dos pontos mais fracos de Mad Max: Estrada da Fúria é a familiarização com os personagens, é muito difícil se afeiçoar a Max, Furiosa ou a qualquer integrante da trama. Alguns nem são nomeados, isso deixa os acontecimentos irreais e as mortes não afetam o espectador. Outra falha é, com certeza, a velocidade de algumas cenas. Enquanto momentos importantes acontecem muito rápido, algumas cenas desnecessárias são lentas e cansativas. Há cenas de mortes tão velozes que o espectador fica confuso e o filme perde grande parte da imersão, que é o principal motivo das produções cinematográficas.

As personagens femininas mostram que tem poder de lutar contra os inimigos, sejam eles doenças, condições climáticas, abusos sexuais ou homens violentos. A Imperatriz Furiosa tornou-se um símbolo no Tumblr, onde meninas fazem desenhos da personagem que representa o poder e a autonomia feminina.

"Bota a mão aqui que já vai fechar ..."
O elenco está recheado de atores e atrizes fenomenais, dentre todos, os que mais se destacam são Charlize Theron que interpreta a Imperatriz Furiosa, Nicholas Hoult interpreta (com maestria) o excêntrico Nux. O áudio é um dos maiores pontos positivos, as explosões, os tiros e os solos de guitarra deixam a experiência muito mais imersiva.  Os efeitos especias são surpreendentes, algumas cenas conseguem deixar o espectador boquiaberto com os avanços digitais dos últimos anos.

Divertido, intenso e insano, Mad Max: Estrada da Fúria promete entreter o espectador, questionar várias atitudes tomadas e causar reflexão sobre o papel da mulher na sociedade atual.


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