19/07/2015

Resenha - Cidades de Papel

Quentin é apaixonado por Margo Roth Spielgeman, sempre foi. Durante anos o amor platônico só crescia e a garota nunca manifestava interesse nele. Até que Margo aparece na janela de Q, chamando-o para uma jornada de vingança que mudará a vida dos dois. Depois de realizar as nove etapas da grande aventura, Quentin espera que a relação dos dois se torne mais íntima, mas no dia seguinte Margo desaparece e só Q parece capaz de encontrá-la.

Dirigido por Jake Schreier, protagonizado por Natt Wolf e Cara Delevingne, Cidades de Papel é uma adaptação cinematográfica da obra homônima escrita por John Green (que também foi produtor executivo do longa).

Quentin é um protagonista extremamente fraco, suas habilidades, diálogos e ações provam que o garoto não conseguiria sustentar uma trama agradável, por isso ele é rodeado de personagens fortíssimos e cheios de personalidade, como: Ben, Margo, Lacey e  Radar. Cada um dos seus amigos tem algo a acrescentar ao enredo, Ben possui um humor escrachado que causa a maioria das risadas, Radar é inteligente e auxilia nos cálculos e nas buscas tecnológicas e Margo estimula os acontecimentos da trama, além de adicionar um tom de mistério ao longa.

As atuações em Cidades de Papel surpreendem bastante, o elenco jovem consegue deixar a atmosfera palpável e crível. Os personagens possuem uma verossimilhança maravilhosa, todos transmitem o que é ser jovem e cometer erros. O ator que mais se destaca é com certeza Austin Abrams que interpreta Ben, ele consegue sustentar um personagem cômico que passa por dilemas similares aos de Quentin, mas que convence e diverte muito mais. Cara Delevingne também surpreende muito, sua Margo difere fisicamente da personagem de John Green, mas a atriz impressiona pelo olhar intrigante e por transmitir a atmosfera misteriosa que ronda a Margo do livro. Natt Wolf também atua bem, mas o personagem fraco atrapalha bastante no julgamento.


Como adaptação, Cidades de Papel acerta, mesmo retirando diversas partes presentes na obra de Green, o filme consegue transmitir a mesma mensagem que o best-seller. Algumas mudanças não alteram muito a trama, outras conseguem melhorar o filme, como a presença constante de Angela e as referências à cultura pop. No geral, o filme consegue representar bem o livro e manter a mensagem que John Green queria transmitir em sua obra literária.

Divertido, cativante e muito bonito, Cidades de Papel fala do amor na juventude, das mudanças na vida e  da presença dos amigos nos momentos mais difíceis. O filme causa reflexões sobre a valorização das amizades e sobre as fragilidades que cada ser humano possui dentro de si.





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