21/09/2015

Resenha - Maze Runner: Prova de Fogo

Após escaparem da clareira, Thomas (Dylan O'Brien), Newt (Thomas Sangster), Teresa (Kaya Scodelario) e seus amigos partem para um abrigo secreto no meio do deserto. Lá, os clareanos começam a desconfiar da honestidade dos chefes do local e por isso, fogem rapidamente de lá em direção ao perigoso, mortal e sufocante deserto. desnorteados e assustados, os jovens precisarão enfrentar os mais diversos medos, inimigos e traições para que possam fugir do verdadeiro vilão, a CRUEL.

Dirigido por: Wes Ball
Elenco: Dylan O'Bryen, Kaya Scodelario, Thomas Sangster, Giancarlo Esposito e Aidan Gillen.
Duração: 132 minutos.

Seguindo os acontecimentos de Maze Runner: Correr ou Morrer, Prova de Fogo mostra as consequências das decisões tomadas por Thomas e da liderança inesperada que o garoto recebe quando Alby e Gally morrem. Inicialmente é possível notar que o líder perdeu um pouco da confiança do grupo, mas quando suas suspeitas começam a ser provadas, todos retomam grande parte da fé em Thomas.

Recheado de atores competentes e populares como Giancarlo Esposito (Breaking Bad), Thomas Sangster (Game of Thrones), Aidan Gileen (Game os Thrones) e Dylan O'Brien (Teen Wolf), Maze Runner: Prova de Fogo consegue convencer com suas atuações, mas peca bastante pelo enredo raso. A trama é composta de grandes quantidades de coincidências que guiam os heróis até um objetivo comum (que leva muito tempo até ser desenvolvido), toda a sobrevivência do grupo é baseada em fugas sem planos, onde os personagens escapam sem pensar em suas ações. Não há planejamento, apenas adrenalina, sorte e muitas coincidências.
Thomas, Brenda e RuPaul.

Algo que chamou muita atenção na sequência de Correr ou Morrer foi a presença dos Cranks, os infectados que assemelham-se a zumbis, acrescentam um tom de horror na trama. Os movimentos desses seres são bizarros, assim como suas aparências físicas e suas lamúrias. Uma das cenas mais impactantes de Maze Runner: Prova de Fogo envolve esses monstros que assim como a CRUEL perseguem os protagonistas da saga.

Os personagens inseridos no decorrer da trama são pouco carismáticos e até superficiais. Brenda possui um pequeno momento com Thomas onde descobrimos um pouco de sua história, já Jorge é extremamente dispensável. Giancarlo Esposito até tenta convencer que seu personagem é hispânico, mas falha drasticamente, o único sinal da nacionalidade dele é a palavra hermano (que é usada exageradamente).

A crítica se faz presente a todo momento no longa, em algumas cenas é possível compreender a pergunta que o enredo tenta transmitir: "é errado sacrificar um pequeno grupo pelo bem-estar da maioria?". Muitas vezes o público se vê indeciso sobre qual lado merece vencer a corrida. Além desses questionamentos somos surpreendidos com a frase que repetidamente é citada na saga, mas afinal será que cruel é bom ou isso é apenas uma mentira dos verdadeiros inimigos?

Mesmo com algumas imperfeições, Maze Runner: Prova de Fogo é um ótimo exemplo de distopia. Seus vilões convencem, o vírus Fulgor amedronta e os protagonistas fazem o espectador torcer por eles. Se comparado com o filme Insurgente (outro exemplo de distopia), a sequência de Thomas e seus amigos é muito mais convincente e impactante.







2 comentários:

  1. Acho que o filme teria sido bem melhor se ao menos tivesse seguido o caminho do livro ):

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    1. Ainda não tive coragem de começar os livros, dei uma pausa em sagas depois que Percy Jackson acabou e meu coração ficou arruinado. Pretendo ler Maze Runner ano que vem :D

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