12/04/2016

Análise: Dead Light (PS4)

O medo da noite sempre fez parte do ser humano e em Dying Light esse medo é o que pode te manter vivo. Um vírus mortal que transforma as pessoas em zumbis se propagou pela cidade de Harran e os sobreviventes foram obrigados a lutar e fugir desses monstros. Com a cidade em quarentena uma organização decide enviar Kyle Crane, um de seus agentes para investigar um homem que aparentemente possui documentos importantíssimos. Mas no meio de zumbis, noites perigosas e humanos violentos, o protagonista precisa lutar não apenas por sua missão, mas também por sua vida.

Título: Dying Light
Disponível para: PS4, Xbox One e PC
Preço: de R$ 99,00 até 219 de acordo com comparegames


Confesso que Dying Light não me interessou inicialmente, talvez por sua semelhanças com o terrível Mirror's Edge ou o famoso Dead Island, mas ao jogar algumas horas a trajetória de Kyle Crane me cativou de forma arrebatadora. É complicado de definir o que torna Dying Light tão divertido e interessante. O gameplay segue veloz e cheio de ação, o jogador precisa correr pela cidade, evitando inimigos, lutando contra soldados inimigos, caçando itens e correndo atrás de entregas, mas sem se esquecer do pôr-do-sol e das ameaças que surgem depois dele.

Lançado em 2015, Dying Light ainda possui um visual gráfico excelente se comparado com games mais atuais. A modelagem dos zumbis, o sangue, as vísceras, tudo é representado com grande detalhamento. Isso, juntamente com o gameplay em primeira pessoa ajuda na imersão do jogador e no aumento da tensão em fugas noturnas. O game possui diversos tipos de zumbis, desde os comuns que conhecemos de The Walking Dead, até zumbis que cospem bolhas de veneno, correm, escalam construções e lançam o player a metros de distância como em Left 4 Dead 2.

O mapa de Dying Light é vasto e cheio de áreas a serem exploradas, Crane consegue percorrer vários metros antes de precisar retomar o fôlego então você provavelmente não vai sentir a falta de veículos. O game possui cenas de intensa violência (não indicadas para estômagos fracos). O jogador possui uma gama de armas e de upgrades que podem ser aplicados nelas, melhorando assim o desempenho dos armamentos além de dar poderes extras como eletricidade, congelamento, etc.

O maior defeito de Dying Light é o mal-aproveitamento dos recursos do game. Personagens interessantes são facilmente ignorados, decisões que poderiam aumentar a carga dramática do game nem

Mesmo sendo um jogo focado no survival, Dying Light consegue arrancar alguns sustos do jogador, a atmosfera imersiva chama tanta atenção que muitas vezes é difícil de notar os zumbis que se escondem no escuro ou que apenas aparentam estar mortos. Além disso, Dying Light não chega nem perto de ser um jogo fácil, seu sistema de combate responde bem, o protagonista é veloz e luta bem, mas mesmo assim vai ser quase impossível que você consiga uma morte limpa.

Uma das características mais interessantes de Dying Light é o gameplay noturno. Ao passar das horas a cidade de Haram* vai escurecendo e os fracos zumbis são substituídos pelos assustadores Voláteis, zumbis desenvolvidos com habilidades terríveis de localização de vítimas e assassinatos, muitas vezes é fácil ignorar o passar das horas e se desesperar ao ver a noite chegar, e aí o jogador se vê em uma fuga desesperada em direção à área segura mais próxima, mas obviamente, fugir dos Voláteis não é uma tarefa fácil.

Intenso, frenético, mas cheio de clichés, Dying Light apresenta aspectos bem originais (Parkour+Zumbis?), somados a um sistema de combate eficiente, trama interessante, inimigos assustadores e a ideia genial de aliar estratégia ao gameplay, são apenas alguns dos atributos que fazem Dying Light um jogo excelente.

chegam a ocorrer, assim como o pouco uso de trilha sonora em momentos cruciais para o jogo. Além disso, as expressões facias dos personagens parecem com as de Dead Island, onde todos os personagens estavam desesperados em um apocalipse, mas seus rostos não demonstravam nenhuma preocupação.


0 comentários: